sexta-feira, 17 de maio de 2019

De volta...

Há muito tempo que não escrevo... Tenho andado afastada, com muita angustia minha, da religião... Falta-me algo, uma compreensão mais ampla... Têm-me surgido inúmeras dúvidas. Peço perdão a Deus por isso. Depois de muito pensar e meditar, cheguei à triste conclusão de que me faltam simplesmente bases de conhecimento. Surgiram na minha consciência dúvidas do tipo, "porque sou católica?"... Na verdade, se alguém me questionasse verdadeiramente sobre isso, eu, tristemente, não teria argumentos, limitaria-me a dizer, porque acredito em Deus e em Jesus Cristo e pouco mais... Isto, para mim é muito triste! Entristeço-me e revolto-me comigo mesma... Que filha mais indigna da graça de Deus... Decidi fazer algo sobre isso... tenho mesmo de fazer algo sobre isso! Iniciei uma época de estudo aprofundado sobre a fé católica... Comprometo-me hoje aqui a estudar os fundamentos da fé católica, de forma a conseguir justificar, sem qualquer margem para dúvidas, porque a Igreja Católica é a única capaz de nos conduzir à salvação...

Iniciei ontem a leitura do livro "Porque sou católico" do Professor Filipe Aquino e, lendo apenas as primeiras páginas, encontrei imediatamente duas razões fundamentais para crer apenas e só na Igreja Católica:

A Igreja Católica existe há 2000 anos, ininterruptamente, com uma estrutura organizada, dotada de um líder (Papa) desde Pedro, instituído directamente por Jesus Cristo, até à actualidade.

A Bíblia Sagrada, como a conhecemos hoje, foi organizada e divulgada pela Igreja Católica; a mesma Bíblia que é utilizada e citada por praticamente todas as outras crenças.

Para mim, e repito, para mim, estas são, para já, duas grandes razões para que eu acredite, sem qualquer dúvida, que este é o caminho da salvação.

Não estou aqui a afirmar que os membros da Igreja não cometeram grandes erros ao longo destes 2000 anos; não o poderia fazer... O que para mim realmente conta é a essência da instituição, é a crença e certeza de que Jesus é a única fonte de salvação...

Compartilharei aqui os meus pensamentos, estudos e conclusões. Este é o meu compromisso hoje.

Fiquem com Deus e agradeço desde já a vossa ajuda e conselho nesta jornada.

sábado, 11 de novembro de 2017

O pior inimigo do amor é... O meio amor!

O amor autentico é de si generoso. Tudo quanto existe de verdadeiramente grande remete ao Deus Criador e a estratégia do demónio para impedir o homem de seguir este caminho consiste em apresentar-lhe, como regra universal para todas as coisas, a banalidade.

Espíritos medíocres têm fobia de toda a excelência; julgam ser correctos apenas por dançar no meio, entre o vício e a virtude; esta é uma forma vil de negar a Deus o amor que Lhe devemos, pois no fundo O acusa de ser grande demais.

O demónio adapta-se a cada pessoa, procurando o modo mais eficaz de perde-la, e escolhe os meios mais adequados para abocanhar cada um.

A sentença ditada pelo Supremo Juiz contra os mornos é apresentada como mais grave do que aquela reservada aos maus declarados: " Não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! mas como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te! " ( Ap 3, 15-16 )

Ser medíocre significa disfarçar a maldade sob os véus de uma bondade falaz, feita de mediania.

Em suma, quem quer agradar a Deus verdadeiramente não pode contentar-se com menos que a perfeição e a excelência, buscando a cada dia um aperfeiçoamento individual constante e permanente.

Adaptado da revista Arautos do Evangelho, Número 174

sábado, 27 de julho de 2013

“O trabalho é a vocação original do homem”

        
O trabalho é a vocação original do homem; é uma bênção de Deus; e enganam-se lamentavelmente aqueles que o consideram um castigo. O Senhor, o melhor dos pais, colocou o primeiro homem no Paraíso – "ut operaretur", para trabalhar. (Sulco, 482)

Desde o começo da sua criação que o homem teve de trabalhar. Não sou eu quem o inventa. Basta abrir as primeiras páginas da Sagrada Bíblia para aí se ler que Deus formou Adão com o barro da terra e criou para ele e para a sua descendência este mundo tão formoso, ut operaretur et custodiret illum, com o fim de o trabalhar e de o conservar, e isto antes mesmo de o pecado entrar na humanidade e, como consequência dessa ofensa, a morte, as penas e as misérias.

Temos, pois, de nos convencer de que o trabalho é uma realidade magnífica, que se nos impõe como lei inexorável a que todos estamos submetidos, de uma ou de outra forma, apesar de alguns pretenderem eximir-se a ela. Aprendei-o bem: esta obrigação não surgiu como uma sequela do pecado original, nem se reduz a uma descoberta dos tempos modernos. Trata-se de um meio necessário que Deus nos confia na terra, alongando os nossos dias e tornando-nos partícipes do seu poder criador, para que ganhemos o nosso sustento e, simultaneamente, recolhamos frutos para a vida eterna: o homem nasce para trabalhar, como as aves para voar.

Talvez me digais que já se passaram muitos séculos, que muito pouca gente pensa desta maneira, que a maioria provavelmente se afana por motivos bem diversos: uns, por dinheiro; outros, para manter a família; outros, na mira de conseguir uma certa posição social, para desenvolver as suas capacidades, para satisfazer as suas paixões desordenadas, para contribuir para o progresso social. E todos, em geral, encaram as suas ocupações como uma necessidade de que não podem evadir-se.

Perante esta visão plana, egoísta, rasteira, tu e eu temos de recordar a nós mesmos e de recordar aos outros que somos filhos de Deus, a quem o nosso Pai dirigiu um convite idêntico ao daqueles personagens da parábola evangélica: filho, vai trabalhar na minha vinha. Posso assegurar-vos que aprenderemos a terminar as nossas tarefas com a maior perfeição humana e sobrenatural de que somos capazes, se nos empenharmos em considerar assim diariamente as nossas obrigações pessoais como ordem divina.

Textos de São José Maria, recebido por email.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A minha luta...

Já mencionei numa outra postagem o meu turtuoso caminho na fé. Tem sido dificil, muito dificil. As quedas são muitas, na verdade. Tenho passado muitas vezes pela desgraça da aridez, em que a oração é tão complicada e custosa. Mas, felizmente, Deus, na sua infinita bondade, tem sempre jogado a Sua Santa e boa mão à minha pessoa. E por esta razão, quero hoje, aqui, publicamente, agradecer a Deus tanto auxilio prestado, auxilio que eu, certamente não seria merecedora não fosse a sua infinita misericordia. Nos meus momentos de aridez a minha vida fica virada do avesso, nada corre bem, ando triste, deprimida, de mal com a vida, o trabalho não rende, os problemas surgem... Nestas alturas, por incrivel que pareça, Deus parece pegar em mim ao colo, quando parece que tudo vai desabar, e levanta-me, ajuda-me a retomar o caminho certo. Ajuda-me a retomar a minha disciplina espiritual, e quando ela é retomada, tudo, mas tudo na minha vida volta a correr bem; desde o mais pequeno afazer, a mais simples obrigação, tudo corre bem.

Meu Deus, como eu Te amo, obrigada Senhor por tudo. Perdoa-me meu Deus, por, tantas vezes, não ser suficientemente forte para resistir as terriveis e malignas tentações. Peço-te que, se for da tua vontade, continues a abençoar-me com a tua infinita misericordia. Abençoa também Senhor todas as pessoas do mundo que tanto precisam do Teu auxilio. Tudo para Tua glória meu Deus.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Hoje dedicamos o dia a São Nuno de Santa Maria

São Nuno de Santa Maria









Hoje é um dia importante. Festejamos a memória de um Grande Santo Português. Devemos ter orgulho, pois a nossa patria deu à luz mais um importante homem cujo exemplo deve servir como guia de nossas vidas. Para que todos fiquemos a saber um pouco mais acerca deste grande santo portugês, aqui fica um resumo da sua vida.

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, e recebeu a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo.

Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezesseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim.

Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei.

Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela Eucaristia e pela Virgem Maria são os alicerces da sua vida interior.

O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acaba por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria.

Impelido pelo amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado.

O Condestável do rei de Portugal, o comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria — a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, aos 71 anos de idade. Era o Domingo de Páscoa, dia 1 de Abril de 1431. Após sua morte, passou imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto "Clementíssimus Deus" e foi consagrado o dia 6 de Novembro ao, então, beato.

O Santo Padre, Papa Bento XVI, durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.



São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

sábado, 20 de outubro de 2012

Regulamento para santificação pessoal ao longo do dia, segundo Santo Afonso Maria de Ligório



I – Levantar-se a uma hora certa, como por exemplo, às 5 horas ou às 5:30, e nunca alterar a hora sem causa justa;

II – Oferecer, logo que acordar, o coração a Deus, fazer o sinal da cruz e vestir-se prontamente e com modéstia; depois rezar de joelhos três Ave-Marias em honra do Coração Imaculado da Santíssima Virgem Maria para obter uma grande pureza de coração, de corpo e espírito;

III – Fazer a oração e meditação da manhã durante meia hora, ou ao menos por espaço de um quarto de hora.

IV – Assistir à Santa Missa todas as vezes que puder.

V – Fazer pelo menos um quarto de hora de leitura espiritual;

VI – Recitar o terço meditando em seus mistérios, sendo possível reze-o em família;

VII – Fazer a visita ao Santíssimo Sacramento e à Santíssima Virgem, na Igreja caso possível;

VIII – Dizer freqüentemente e dum modo especial, no principio e no fim do trabalho, orações jaculatórias, e fazer principalmente atos de amor a Deus como: “Ó meu bom Jesus! Eu vos amo. Eu quero amar-vos; fazei que eu vos ame muito, etc". não esquecendo a prática da comunhão espiritual;

IX – Exercitar-se na mortificação dos olhos, dos ouvidos, da língua, abstendo-se de olhar para coisas inúteis, de as escutar e dizer, ainda que não sejam perigosas, para deste modo mais facilmente se abster das más e perigosas;

X – Aproveitar as ocasiões de sofrer alguma pena, contradição ou humilhação por amor a Deus. Submeter-se em todas as contrariedades e padecimentos, em todas, à vontade de Deus, dizendo: "Oh! Meu Deus! Vós assim o quereis, a vossa vontade seja feita".

XI – Quando estiver à mesa, abster-se de alguma coisa de que mais goste; nunca saciar inteiramente o apetite, nem comer fora da hora da comida sem necessidade.

XII – Evitar a ociosidade, as más companhias, as más leituras e as ocasiões do pecado, especialmente aquelas em que a castidade pode sofrer perigo. Santo Afonso, Santa Tereza e muitos outros Santos dizem que uma das principais regras para a perfeição e santificação d’uma alma, é evitar a familiaridade das pessoas de diversos sexos, ainda que essas pessoas sejam religiosas, porque muitas vezes o demônio lança em nosso coração certas afeiçõezinhas menos puras para com elas, fazendo passar por espirituais coisas que são verdadeiras loucuras;

XIII – Fazer o sinal da cruz nas tentações, sobre tudo nas carnais, estando só e dizer no fundo do coração: "Jesus! Maria! José! Socorrei-me". Não se perturbar, se a tentação continuar, mas orar mais vivamente e dizer: "Ò meu Jesus! Antes quero morrer que ofender-vos".

XIV – Não se perturbar, se tiver a desgraça de cometer algum pecado mesmo grave, mas fazer um perfeito ato de contrição com o propósito de não cair mais e de confessar na primeira ocasião que puder.

XV – Fazer, em uma hora fixa, como por exemplo, às nove horas, a oração da noite e o exame de consciência; dizer os Atos cristãos e as Ladainhas da Santíssima Virgem depois de ler alguma coisa acerca do que deve meditar no dia seguinte;

XVI – Depois de ter rezado as três Ave Marias, como de manhã, despir-se com modéstia; estando na cama cobrir-se sempre com decência e conservar-se nela com modéstia; ocupar o espírito na meditação do dia seguinte, no pensamento da morte ou em qualquer outro santo pensamento, e fazer ou dizer as orações jaculatórias que puder, até que venha o sono.

XVII – Escolher um bom confessor, em quem tenha confiança; abrir-lhe bem o coração e deixar-se guiar pelos seus conselhos, e nunca o deixar sem grave motivo;

XVIII – Confessar-se uma vez por semana e comungar tantas vezes quantas o seu diretor permitir;

XIX – Nutrir no seu coração uma devoção constante e terna para com Maria Santíssima. Repetir a Ave Maria quando o relógio der horas, ao entrar em casa e ao sair, acrescentando: "Jesus Maria e José, eu vos amo; não permitais que eu vos ofenda". Jejuar nos sábados e na véspera das sete festas de Maria Santíssima. Fazer uma novena com preparação para cada uma delas, bem como as do Natal, Pentecostes e Santo Patrono. Trazer os escapulários ou algumas medalhas piedosas e inspirar aos outros a devoção à Maria Santíssima.

XX – Ouvir sermão todas as vezes que puder. Entrar em uma congregação, para se ocupar do que interessa a alma. Fazer com o mesmo fim um dia de retiro espiritual, todos os meses. E todos os anos exercícios espirituais por espaço de quatro ou cinco dias
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Adaptado do blog catolicostradicionais.blogspot.com